Qual é a burocracia quando se subloca o consultório médico por alguns horários?

O termo referente à sublocação é bastante intuitivo se pensarmos no significado da palavra. Essa prática se caracteriza pela locação de um ambiente (de maneira total ou parcial) que já é alugado por um inquilino. Ou seja, o locatário principal entra em acordo com uma terceira pessoa que também passa a utilizar e pagar pelo espaço.

É fato que uma das principais dificuldades que médicos recém-formados enfrentam no início de suas carreiras é a falta de uma reserva financeira satisfatória para montar um consultório. Nesse contexto, a sublocação pode ser uma excelente alternativa para esses profissionais.

Mas como acontece a sublocação de um consultório médico? O processo é burocrático? Quais os trâmites legais que circundam essa modalidade? Existe alguma lei que respalda e garante a segurança dessa prática?

Diante dessas e outras dúvidas, elaboramos um conteúdo exclusivo sobre o assunto. Continue conosco e confira:

Como acontece a sublocação?

A primeira boa notícia é que a burocracia não é complexa e nem requer trâmites excessivos quando tratamos da sublocação de consultórios médicos.

Normalmente eles são sublocados por determinados horários e um acordo é estabelecido entre sublocatário e sublocador em relação aos dias e períodos de interesse, sendo o valor referente a esse tempo.

Vamos dar um exemplo para que você entenda na prática: suponhamos que você queira atender seus pacientes em um consultório às segundas-feiras, no período de 13h às 19h, para fazer cerca de 6 atendimentos.

Assim, a partir da determinação desse período e independentemente do comparecimento dos seus pacientes, você pagará por um valor previamente acordado com o locador. É importante, portanto, elaborar um contrato que estipule os interesses de ambos os lados de modo claro e objetivo.

Espaços prontos para trabalhar

Existe vínculo entre o sublocatário e o consultório médico?

Nesse ponto é válido ressaltar que não existe qualquer vínculo com os consultórios que são sublocados. Dessa maneira, não é possível emitir uma nota fiscal por intermédio da clínica.

O que os profissionais da saúde geralmente fazem é um recibo com o detalhamento da prestação do serviço que deve ser declarado no imposto de renda posteriormente.

Popularmente conhecida como “Lei do Inquilinato”, a Lei Nº 8.245/91 dispõe sobre locações e sublocações de imóveis, estipulando os direitos e deveres pertinentes à utilização dos espaços por determinados períodos.

Quais cuidados devem ser considerados?

Já mencionamos anteriormente a importância de se estabelecer um contrato que seja transparente. Desse modo, aspectos fundamentais como a previsão de cancelamentos ou desistências são previamente estipulados, evitando surpresas desagradáveis no futuro.

Além disso, atente-se ao estado dos equipamentos e ferramentas médicas disponíveis na clínica ou consultório de escolha. Tenha cautela e atenção ao utilizá-los, uma vez que o locador confiará em você ao fornecer a sublocação do espaço. Afinal, bom senso nunca é demais, certo?

Quando falamos em sublocação de consultórios, estamos nos referindo à uma alternativa bastante válida que pode fazer toda a diferença tanto para a consolidação da carreira médica quanto para a estruturação da clientela inicial.

Certamente os anos de estudo e dedicação na medicina são fatores fundamentais para fornecer um atendimento de excelência aos pacientes. Mas uma boa infraestrutura complementa a experiência no cuidado à saúde dessas pessoas e contribui significativamente para a fidelização da clientela.

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